Governo enxuto, mais segurança e responsabilidade fiscal: SC torna-se modelo de competitividade

Em um momento de recessão continuada, com os fundos públicos e a transferência de recursos da União para os estados, parece quase impossível melhorar os indicadores econômicos, certo? Errado! Quem prova é Santa Catarina, estado governado por Raimundo Colombo (PSD). De 7º colocado no Ranking de Competitividade elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o estado saltou para 2º neste ano, ficando atrás apenas de São Paulo.

(Foto: Divulgação)
Os pilares do crescimento de Santa Catarina tem sido a segurança pública (setor em que aparece como melhor estado no ranking), uma gestão fiscal responsável, diminuindo o tamanho da máquina pública, realizando uma Reforma da Previdência (sonho difícil de ser concretizado em nível federal) e diminuindo impostos. Sim: Santa Catarina conseguiu melhorar seus indicadores fiscais e de dívida sem aumentar qualquer imposto e até mesmo diminuindo tarifas em determinados setores.

O Centro de Liderança Pública (CLP) é uma entidade não-governamental que busca desenvolver líderes públicos empenhados em promover mudanças transformadoras por meio da eficácia da gestão e da melhoria da qualidade das políticas públicas.

A MELHOR SEGURANÇA DO PAÍS

Segundo o governador Raimundo Colombo, o bom desempenho na segurança foi o resultado de investimentos realizados em tecnologia e principalmente no aumetno do número de profissionais atuando na área. "Mesmo com os avanços, ainda podemos melhorar, já que se trata de uma área crítica", destaca Colombo. Apenas em 2017 o estado já contratou 1.084 novos Policiais Militares, o equivalente a 10% do total de policiais existentes até então. Colombo também já realizou concursos e realizou contratações maciças de Policiais Civis, peritos do Instituto Geral de Perícias e Agentes Prisionais. Não a toa, no primeiro semestre de 2017 o estado já realizou 17 mil prisões.

O reconhecimento de Colombo de que se pode avançar ainda mais no combate à criminalidade vem também da reação dos marginais à ação do estado. Com o aumento do efetivo e conseqüentemente das prisões, facções criminosas do estado e de fora dele realizaram uma série de ataques no começo do ano contra alvos do Governo do Estado. A violência dos bandidos não deixa de ser um reconhecimento do sucesso do enfrentamento levado à cabo pelo estado.

Na área de tecnologia, já foram instaladas 3 mil câmeras de monitoramento, juntamente com Centrais de Monitoramento em diversas cidades. A adoção de um aplicativo para tabletes e celulares em poder dos PM's, o PMSC Mobile, levou à redução no tempo para o registro de Boletins de Ocorrência. Anteriormente, o tempo de registro de um BO era em média de 50 minutos. Agora caiu para 10. Atualmente todas as viaturas da PM no estado dispõe deste equipamento, que também é equipado com GPS e tem acesso ao banco de dados central da polícia, para verificação imediata da situação criminal de suspeitos que possam ser abordados.

MENOS IMPOSTOS, CONTAS EM DIA E MAIS INVESTIMENTOS

A folga para investir veio, em parte, de dois empréstimos internacionais de R$ 2 bilhões feitos em 2012, que permitiram uma redução de R$ 50 milhões mensais nos gastos de rolagem da dívida estadual. Os empréstimos se viabilizaram graças à gestão financeira responsável e consistente, o quê garantiu aos bancos internacionais que o estado tinha capacidade de pagamento e também permitiu juros menores. Colombo conseguiu esta folga fiscal graças ao enxugamento da máquina administrativa, ao corte de cargos comissionados e a uma Reforma da Previdência encaminhada e aprovada na Assembleia Legislativa. Enquanto o Governo Federal ainda sonha com sua Reforma, Santa Catarina já vive na prática os efeitos benéficos de ter aprovado a sua.

Para estimular a atividade econômica o governo cortou para 3% a alíquota de ICMS do setor têxtil, que tem peso importante na economia local e vinha perdendo espaço para os produtos chineses. A medida contribuiu para manter empregos na área e alavancou um crescimento de 25% nas exportações em 2016. Ao invés de subsídios, menos impostos e mais dinheiro circulando na economia real.

POTENCIAL DE MERCADO

Com avanços em todas as áreas, o potencial de mercado do estado saltou da 19ª colocação para o 10º lugar. Ou seja: a tendência é que nos próximos anos Santa Catarina siga avançando cada vez mais, com novos investidores, mais empregos, renda e desenvolvimento. São Paulo, ainda líder do ranking, certamente tem motivos para se preocupar com o avanço catarinense.

As informações são do Estadão.


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